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25 de fevereiro de 2026

CACIQUE É PRESO SUSPEITO DE ORQUESTRAR ATAQUE A TURISTAS NO SUL DA BAHIA

 

Uma liderança indígena está entre os presos por envolvimento no ataque a tiros contra duas turistas do Rio Grande do Sul, ocorrido no município de Prado, no extremo sul da Bahia. O caso terminou com duas mulheres baleadas e gerou forte repercussão na região.




Segundo informações do Bahia Notícias, doze pessoas foram conduzidas na tarde desta terça-feira (24) por suspeita de participação no episódio. Os detidos foram autuados por tentativa de homicídio, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores. Entre eles está um cacique conhecido como Cacique Mandi, apontado pela polícia como um dos organizadores do movimento de ocupação de territórios na área.



De acordo com as investigações, o líder indígena seria o mandante da ação criminosa e teria determinado os disparos contra o veículo das turistas, sob a alegação de proteção territorial da aldeia contra uma suposta ameaça externa. O carro onde as vítimas estavam ficou com diversas marcas de tiros.



Apesar das acusações, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil negou qualquer participação de indígenas no atentado. Em nota, a entidade responsabilizou “pistoleiros” pelo ataque e denunciou ainda o sequestro de uma família originária na região.



O Coletivo de Lideranças Indígenas da Terra Indígena Comexatibá, etnia que vive na área, também se manifestou negando autoria. O grupo atribuiu o episódio a fazendeiros ruralistas e a lideranças indígenas cooptadas. Segundo o comunicado, “fazendeiros têm usado lideranças fragilizadas de aldeias vizinhas — em especial da TI Águas Belas e da aldeia Tawá — para promover conflitos internos”.



O caso segue sob investigação das autoridades, que apuram a motivação e as circunstâncias do ataque.