NEWS



11 de janeiro de 2026

AÇÃO CONTRA MADURO É RECADO DE TRUMP PARA CHINA

 

A América Latina é um mero quintal dos Estados Unidos, que têm todo poder para determinar os rumos dos países da região conforme seus próprios interesses?



Esse é um dos temas de estudo da acadêmica e jornalista britânica Grace Livingstone, autora do livro America's Backyard: The United States and Latin America from the Monroe Doctrine to the War on Terror ("O Quintal da América: Os EUA e a América Latina, da Doutrina Monroe à Guerra ao Terror", em tradução livre).



A Doutrina Monroe, criada em 1823 durante o governo do presidente americano James Monroe (1758-1831), afirmava que qualquer intervenção de potências europeias no hemisfério ocidental seria vista pelos EUA como uma ameaça direta à sua segurança.



No início do século 20, a ideia foi resgatada pelo presidente Theodore Roosevelt (1858-1919), que disse que os EUA poderiam intervir em países da região para estabilizar governos considerados incapazes de cumprir obrigações internacionais.



O "corolário Roosevelt", como ficou conhecido, colocava em prática uma das máximas do presidente: "fale com suavidade e tenha à mão um grande porrete, assim você irá longe".




A ação do governo de Donald Trump na Venezuela na semana passada — com bombardeio à Caracas e prisão de Nicolás Maduro — revelou ao mundo uma nova faceta da Doutrina Monroe, ou o que Livingstone e outros analistas chamam de uma espécie de "corolário Trump".



Alguns também falam em "Doutrina Donroe", uma combinação dos nomes Donald e Monroe. O próprio governo Trump citou a Doutrina Monroe em sua Estratégia de Segurança Nacional publicada em dezembro.