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18 de agosto de 2020

Mundo - Caças MiG-31 interceptam drone de espionagem dos EUA

 

A imprensa estatal russa afirma que caças do país interceptaram uma aeronave de vigilância não tripulada norte-americana, que voava no Mar de Thuktchi, no oceano Ártico, entre a Sibéria e Point Barrow, no Alasca.

O encontro entre três MiG-31, caças supersônicos de grande altitude, e um RQ-4B Global Hawk, uma das mais avançadas aeronaves de espionagem do arsenal dos Estados Unidos, ocorreu em águas internacionais. A interceptação é a primeira do tipo envolvendo caças e um drone, mostrando a evolução das táticas empregadas por ambos os países.

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“Depois que o drone espião RQ-4B Global Hawk se afastou da fronteira da Rússia, os caças retornaram com segurança ao seu campo de pouso”, afirmou em nota o Centro de Controle de Defesa Nacional da Federação Russa.

O Global Hawk é uma aeronave de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR, na sigla em inglês), podendo voar em grandes altitudes por longo períodos. A aeronave foi projetada para fornecer imagens em tempo real, mesmo em condições climáticas adversas, podendo voar durante o dia ou a noite, com seus sensores e câmeras de alta resolução cobrindo grandes áreas geográficas.

O modelo está substituindo voos de aeronaves tripuladas, como o lendário U-2, podendo realizar missões ISR de forma segura e eficaz. O Global Hawk alia a eficiência do U-2 com a capacidade de cobrir grandes áreas do já aposentado SR-71 Blackbird. Todavia, o drone é subsônico, com velocidade estimada de 570 km/h.  Ainda que as características e performances sejam ainda sigilosas, se sabe que a aeronave tem um teto de cruzeiro de 60.000 pés e autonomia superior as 30 horas.

A capacidade de permanecer longos períodos em voo é um dos grandes diferenciais do RQ-4, permitindo a captação de dados e imagens de movimentações militares com detalhes estratégicos sem precedentes.


Ainda que o Pentágono não tenha confirmado o encontrou entre o Global Hawk e os MiG-31, a notícia ocorre após três semanas depois que o a USAF, a força aérea dos Estados Unidos, lançou sua nova estratégia para o Ártico.

A região sempre foi palco de diversas operações ISR por parte dos russos e norte-americanos, visto a proximidade territorial dos dois países. Inclusive, de forma simplificada é possível ambos países fazem fronteira, já que as ilhas Diomedes, pertencentes a Rússia, e a Diomede Menor, território dos Estados Unidos, estão distantes apenas 3,8 km.

Atualmente a Rússia tem reforçado sua presença no Ártico, reconstruindo bases aéreas e ampliando sua infraestrutura militar, incluindo a instalação de mísseis costeiros e radares de vigilância e alerta aéreo. Segundo relatório da USAF, nenhum dos outros oito países que compartilham a região do Ártico tem uma presença militar permanente acima do paralelo 66.

Com a escalada das tensões políticas entre a Casa Branca e o Kremlin, especialistas acreditam que é possível que em breve o mundo assista o encontros entre aeronaves norte-americanas e russa em um número superior ao que existiu na Guerra Fria.




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