Um homem conhecido pelo vulgo Piteka, apontado pela Polícia Civil da Bahia como integrante de destaque do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), foi preso na tarde desta sexta-feira (14), em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ele é investigado por envolvimento com a organização criminosa apontada como participante da fuga de 16 internos do Conjunto Penal de Eunápolis, em dezembro de 2024.Notícias Bahia
A prisão foi resultado de uma ação integrada entre as Polícias Civis da Bahia e de Minas Gerais. A localização do suspeito começou a partir de informações levantadas pelo Núcleo de Inteligência da 23ª COORPIN, em Eunápolis, que solicitou apoio às equipes de inteligência da Polícia Civil mineira.
Após dias de diligências, os investigadores identificaram que o foragido estaria escondido na região do Barreiro, em Belo Horizonte. Com a confirmação do endereço, equipes da Coordenação de Apoio Policial (CAP/PUMA), da Coordenadoria de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil de Minas Gerais, foram acionadas e realizaram a captura.
Segundo a Polícia Civil da Bahia, Piteka possui antecedentes relacionados a homicídio e roubo e é apontado como responsável pelo gerenciamento do tráfico de drogas na localidade conhecida como Rua da Encosta (RDE), no bairro Pequi, em Eunápolis.
Contra ele havia um mandado de prisão por homicídio qualificado, expedido pela 1ª Vara Criminal, do Júri e de Execuções Penais de Eunápolis.
Ainda conforme as investigações, Piteka seria integrante do PCE, organização criminosa que mantém ligação com o Comando Vermelho (CV). O grupo é apontado pelas autoridades como envolvido na fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, registrada em dezembro de 2024. A mesma organização também é investigada por envolvimento no ataque contra o diretor da unidade prisional, ocorrido em maio de 2025.
Durante a abordagem em Belo Horizonte, o suspeito teria apresentado documentação falsa, o que também resultou em sua prisão em flagrante, em tese, pelo crime correspondente.
Após a captura, Piteka foi apresentado à autoridade policial em Belo Horizonte e ficou à disposição da Justiça para as providências cabíveis.
A operação, segundo as polícias, demonstra a importância da integração entre os órgãos de segurança para localizar criminosos procurados pela Justiça que deixam a Bahia e tentam se esconder em outros estados.

