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26 de junho de 2021

'Falam que mereço morrer e me chamam de bandida', diz mãe de Lázaro

 

A mãe de Lázaro Barbosa, 32 anos, procurado por uma chacina no Distrito Federal, diz que tem sofrido ameaças por conta dos crimes atribuídos ao filho. No dia da chacina da família no DF, Eva e o marido, Getúlio, foram demitidos da chácara em que eram caseiros. Desde então, ela basicamente tem se mantido em casa. 

"As pessoas falam que eu mereço morrer da mesma forma que a família lá de Ceilândia (DF). Ligam me chamando de bandida, falam que sabem onde estou e em seguida falam direitinho meu endereço. As pessoas nem olham mais nos meus olhos. Pensei muito em sair daqui, mas não tenho para onde ir", diz Eva Maria Sousa em entrevista ao Universa, do Uol. "Não tenho culpa de nada que meu filho fez. Nem eu nem minha família temos culpa".


Eva cresceu em Barra do Mendes, na Bahia, com 13 irmãos. Parou de estudar para casar, aos 17 anos. Lázaro é seu filho mais velho. Segundo ela, a família cresceu com muito amor, mesmo em meio às dificuldades, que aumentaram após a separação do marido. "Ele era um menino bom, me acompanhava na igreja evangélica e dava flores no Dia das Mães", conta.

Para a mãe, Lázaro não é responsável por todos os crimes que a polícia atribui a ele. Para ela, por exemplo, as acusações de estupro não fazem sentido, já que diz que Lázaro tinha nojo de estupradores. "Ele matou, mas não mexeu com mulher, não", acredita. "Isso é um demônio que atrapalha ele. Depois que faz, ele não sabe de nada e chora, sofre pelo acontecido. O que ele fez não foi do coração nem da alma".

Eva pede perdão à família das vítimas. "Eu queria conversar com eles, num primeiro momento, para pedir perdão. Perdão. Só perdão". Ela lembra que Lázaro ligou para ela dois dias após a chacina, de um número desconhecido. Na época, Cleonice Marques (uma das vítimas de Lázaro) ainda não tinha sido encontrada morta e ela perguntou pela mulher, mas Lázaro disse que não sabia e desligou. 

A mãe diz que não vai abandonar Lázaro e que espera que ele seja logo preso. "E vou continuar ao lado dele, porque, para mim, ele nunca foi ruim, nunca levantou a mão. No Dia das Mães me dava flores. É bom marido, bom pai. Não sei por que isso está acontecendo, mas ficarei ao lado dele".

Outros crimes
Lázaro foi preso pela primeira vez na Bahia, em 2007, acusado de um duplo homicídio em Barra do Mendes. Ele conseguiu fugir. Já no DF, foi preso por porte ilegal de arma de fogo, estupro e roubo. Em 2014, recebeu autorização para o semiaberto e dois anos depois saiu no benefício de saída temporária da Páscoa e não voltou mais. Chegou a ser preso em Goiás em 2018, mas fugiu.

A mãe alega que depois da primeira prisão, Lázaro tentou mudar, voltou a trabalhar na roça e frequentava igreja evangélica. "Ele queria ser um novo homem. Tentou muito, mas não conseguiu. Trabalhou na roça, era prestativo. Frequentava igreja comigo e até pregava".

Segundo ela, Lázaro foi uma criança amorosa em casa e dedica aos estudos, mas deixou a escola para trabalhar e ajudar em casa. (Correio da Bahia)


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