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23 de janeiro de 2021

Avião com 2 milhões de doses da vacina de Oxford contra Covid chega da Índia

 





Chegaram ao Brasil, na tarde desta sexta-feira (22), os 2 milhões de doses da vacina de Oxford vindos da Índia. O lote foi comprado pela Fiocruz.

O voo previsto para às 17h40 chegou 14 minutos antes ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Era o fim de uma viagem de mais de 17 horas que começou nesta quinta-feira (21), quando o avião comercial deixou a cidade de Mumbai, na Índia, fez uma escala em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e depois foi até São Paulo.

Três ministros do governo aguardavam a carga: Eduardo Pazuello, da Saúde, Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, e Fábio Faria, das Comunicações. Ao lado deles, o embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy.

A Anvisa aprovou o uso emergencial dessas doses no último domingo (17). A vacina, desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca, foi fabricada pelo Instituto Serum, da Índia, e chegou ao Brasil com praticamente uma semana de atraso.

Na quinta-feira da semana passada (14), o governo brasileiro chegou a preparar e adesivar um avião para buscar as vacinas. Adiou para sexta (15). Mas o avião acabou não decolando. Isso porque a Índia não confirmou a entrega das doses. O país estava começando a campanha de vacinação por lá e não teria condições de atender o Brasil naquele momento.



Na segunda-feira (18), o ministro Pazuello chegou a dizer que a diferença de fuso horário estava atrapalhando as negociações. Na terça (19), o governo indiano anunciou o fornecimento de vacinas subsidiadas para seis países vizinhos: Butão, Maldivas, Bangladesh, Nepal, Mianmar e Seychelles. Na quinta-feira (21), finalmente liberou a exportação para o Brasil e o Marrocos.

Assim que chegaram ao aeroporto de Guarulhos, as doses foram levadas para o terminal de cargas da Receita Federal. Enquanto os auditores finalizavam o processo de importação, as baterias do freezers que mantêm a vacina refrigerada foram recarregadas para a última etapa da viagem.

Antes de as vacinas seguirem para o Rio de Janeiro, o embaixador indiano no Brasil e os ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, das Comunicações, Fabio Faria, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, falaram em Guarulhos.

Ernesto Araújo disse que a chegada das doses reforça a parceria com a Índia. Pazuello afirmou que as vacinas vão salvar vidas e que a prioridade é o estado do Amazonas, que vai receber 5% dessa carga.

O avião sai de São Paulo e chega à Base Aérea do Galeão entre 21h30 e 22h, segundo a previsão. Em seguida, as vacinas serão levadas para o laboratório BioManguinhos, da Fiocruz. O transporte vai ser feito por três caminhões, que aguardam no local junto com os carros da Polícia Federal que farão a escolta.

Na Fiocruz, um lote das vacinas vai passar por testes de qualidade - um só é o suficiente para atestar a qualidade de todas as doses. Esses testes seguem o que foi aprovado pela Anvisa e esse trabalho deve entrar pela madrugada. Logo depois, começa o processo de etiquetagem; os frascos vão ganhar informações em português.

A previsão é que as vacinas estejam liberadas neste sábado (23), a partir das 16h. Depois, estando tudo certo, as vacinas voltam ao Galeão e daí seguem para os estados, obedecendo a divisão e os critério do plano nacional de vacinação.



Antes do avião com as vacinas decolar de São Paulo, os ministros da Saúde e das Relações Exteriores falaram com jornalistas.

“Esse é um momento especial para todos os brasileiros. Um momento muito importante para o processo de vacinação. A chegada desses 2 milhões de doses de vacinas provenientes da Índia reforçam o nosso programa brasileiro de vacinação. E é um momento especial também para a parceria Brasil-Índia”, disse Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores.

“Isso é trabalho de todos nós para todos nós, para todos os brasileiros, para nós podermos salvar mais vidas. Esse é o nosso objetivo. Damos prioridade, nesse momento, para o estado do Amazonas, somente sua capital Manaus, que vive hoje uma situação realmente mais crítica no nosso país”, afirmou Eduardo Pazuello, ministro da Saúde.


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