16 de novembro de 2018

Brasil – Jipeiros que ficaram presos em rio no RS reencontram equipe de resgate: ‘Eterna gratidão’

Casal fazia passeio com outras pessoas, quando o carro em que estava foi levado pela água. Cátia e Júlio ficaram presos em uma pedra perto de uma cachoeira durante cerca de seis horas, até serem retirados por um helicóptero.

Mais tranquilos e prontos para novas aventuras, Júlio César Spigolan e Cátia Regina Borguetti voltaram ao local onde passaram por um susto no último dia 27 de outubro. O carro em que o casal estava durante passeio pelos cânions na serra gaúcha foi levado pela correnteza na travessia de um rio e parou em uma pedra perto de uma cachoeira de cerca de 20 metros de altura.

Foram mais de seis horas até eles serem resgatados, sãos e salvos. O programa Fantástico deste último domingo (4) mostrou o reencontro deles com a equipe que participou da operação.

“Se não fossem eles, hoje a gente nem estaria aqui. Então é eterna gratidão, para o resto da vida”, diz Cátia.
Naquele dia, o casal saiu com familiares e amigos de Caxias do Sul em cinco jipes para fazer o passeio. Ao se aproximarem do Passo do S, em Jaquirana, para cruzarem o trecho de pouco mais de 200 metros pelo rio Tainhas, aconteceu o acidente. O primeiro veículo passou. O segundo, onde estavam Cátia e Júlio, parou no meio do caminho.

“Veio uma correnteza mais forte, parecia até uma onda, e ergueu a traseira do jipe. Me tirou fora de linha e deu uma boiada. Ele perdeu aderência com o solo”, lembra Júlio.

Sobrinha do casal, Tatielle Borguetti lembra dos momentos de tensão que viveu ao presenciar a cena. “A pior parte foi ter visto o troller dele ser arrastado, todo mundo ficou em choque”, diz.

O amigo Jean Carlos Wieczorek decidiu sair do carro em que ele estava e foi caminhando, pela água, até chegar ao veículo preso. “Eu fiz uma volta ao redor para verificar. Eles estavam ancorados numa pedra. E isso já nos deu um alento, já acalmou a situação (…) Nossa preocupação era como seríamos resgatados”, conta.

A água não parava de entrar no carro, como contam os aventureiros. E estava gelada. “A gente ficou com água até o umbigo”, lembra Júlio.

Foi necessário acionar o Batalhão de Aviação da Brigada Militar, em Porto Alegre, a cerca de 200 km de distância.

O tempo passava, e a aflição só aumentava. A chegada do resgate aéreo deu uma nova esperança. “Nós passamos a correr contra o relógio. A única opção seria a aeronave, e se não fosse a aeronave, provavelmente teríamos algum óbito”, analisa o major Ives Pacheco, comandante do helicóptero da BM.

O tempo também era um problema. Chovia, e começou a ventar forte. “Quando eu tentava me aproximar, eu não tinha a precisão. Então essa falta de precisão, de estabilidade, poderia trazer um risco maior para as vítimas. Num movimento mínimo que eu fizesse com o helicóptero, poderia atingi-los e ver a derrubá-los na correnteza”, conta.

A equipe de resgate decidiu usar uma cadeira suspensa. Da margem do rio, os profissionais deram as instruções para Jean, que colocou o equipamento nos amigos e nele próprio.

Quando o tempo deu uma melhorada, a operação começou. “Aproximei a aeronave para cima do veículo, um pouco mais alto”, lembra o major Ives. O resgate durou uma hora. Mas o casal já estava em apuros há seis horas.

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