02 de outubro de 2018

Brasil – Dez anos da política de desenvolvimento dos povos e comunidades tradicionais

Aconteceu em Salvador a comemoração dos 10 anos da política nacional de desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais.  Representando o município de Buerarema esteve presente no evento o PAI JOCA (JOEDSON), grande companheiro na luta contra o racismo e a intolerância. 
A sessão especial foi realizada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), na última Quinta-Feira (23), a ação foi proposta pelo Deputado Estadual Bira Corôa, reunindo representações dos segmentos tradicionais, lideranças politicas, do movimento negro, entidades da sociedade civil, de secretarias e órgãos do poder público. A Secretaria de promoção da igualdade racial (Sepromi) também participou do evento. 
A Titular da SEPROMI, Fabya Reis, ressaltou que a política para os povos e comunidades tradicionais é um instrumento de afirmação, cidadania e promoção de igualdade racial. “Este evento é uma oportunidade de reconhecer as contribuições e lutas dos segmentos tradicionais, que tanto nos orientam com seus saberes e fazeres. Inseri-los no conjunto das políticas públicas, é prospectar a possibilidade de construção de dias melhores com mais soberania. Esse é o esforço para reparar as dívidas históricas, inclusive através da ampliação do diálogo e aprimoramento da gestão”, afirmou a secretaria. Ela destacou outras medidas importantes ocorridas na última década, como a criação da SEPROMI, e do estatuto da igualdade racial e do combate a intolerância religiosa, nos âmbitos estadual e federa. 
O deputado Bira Corôa, presidente da comissão especial de promoção da igualdade da ALBA, salientou que as conquistas decorrem da capacidade de organização, luta e resistência. dos segmentos. Temos um marco especial e uma sinalização importante hoje, que é a necessidade de continuar fortalecendo as batalhas em prol de uma sociedade igualitária. Sem povos e comunidades tradicionais, seríamos um país sem sem identidade, pontuou. 
Integrante da comissão estadual para a sustentabilidade dos povos e comunidade tradicionais (CESPCT), representando os segmentos dos fundos e fechos de pasto, Valdivino Rodrigues, lembra que a criação da política para povos e comunidades trouxe mudanças significativas na sociedade. Sou testemunha desse processo, que é um marco importante na história do país. Deus visibilidade aos povos e comunidades tradicionais. 
Modo tradicional de viver – São reconhecidos como povos e comunidades tradicionais, os grupos culturalmente diferenciados, os quais possuem formas próprias de organização social. ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para a sua produção cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição. Elenca-se como exemplo na Bahia os segmentos indígenas, ciganos, terreiros, marisqueiras e pescadores, fundo e fechos de pasto, geraizeiros, quilombolas e extrativista.
Sessão especial na Assembleia Legislativa da Bahia pelo dez 10 Decretos 6040. Presente a Comissão Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia.

Posts Relacionados