01 de outubro de 2018

Brasil – Desafeto de Lula, Gilmar Mendes será o relator de mandado de segurança contra posse do ex-presidente

O futuro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente da Casa
Civil está nas mãos do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar
Mendes. Nesta quinta-feira (17), Lula foi empossado pela presidente Dilma Rousseff, mas uma liminar de um juiz federal suspendeu a posse.
Gilmar Mendes, que é desafeto do Palácio do Planalto e já deu
declarações contrárias à ida de Lula para a Esplanada dos Ministérios,
será o relator do mandado de segurança impetrado pelo PPS no Supremo.
Ontem, após a confirmação de que Lula assumiria a Casa Civil, Mendes disse que “a presidente Dilma procurou um tutor com problemas criminais muito sérios”.
 A declaração foi feita no plenário do Supremo, que julgava as regras
sobre o rito de impeachment de Dilma Rousseff. O mandado de segurança,
segundo o presidente do PPS, Roberto Freire, tenta reverter “uma imoralidade”. 
— O governo está fazendo uma manobra para blindar um investigado pela
Justiça. É só pelo foro privilegiado. Não podemos permitir uma situação
dessas. É uma manobra que envergonha todo o país.Outro ministro que já demonstrou insatisfação com a postura de Lula foi o
mais antigo membro do Supremo, ministro Celso de Mello.
Hoje, Mello reagiu às críticas de Lula ao STF e explicou que “os meios
de comunicação revelaram, ontem, que conhecida figura política de nosso
País, em diálogo telefônico com terceira pessoa, ofendeu, gravemente, a
dignidade institucional do Poder Judiciário, imputando a este Tribunal a
grosseira e injusta qualificação de ser 'uma Suprema Corte totalmente
acovardada'”.

Mello disse que o insulto feito à corte é inaceitável e passível de
repulsa e que traduz uma “reação torpe e indigna, típica de mentes
autocráticas e arrogantes”.
Ontem, grampo da PF (Polícia Federal) revelou que Lula disse que o País tem uma “Suprema Corte totalmente acovardada, um Parlamento totalmente acovardado, um presidente da Câmara f***, um
presidente do Senado f***, não sei quantos parlamentares ameaçados”.

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