09 de outubro de 2018

Brasil – A ÁGUIA E O JUMENTO NUMA ELEIÇÃO


São muitas as dúvidas numa eleição, mas a
certeza que a causa da corrupção está relacionada a estreita relação que
existe entre quem compra e quem vende votos. E as indagações são
intermináveis. Quem nasceu primeiro, o político corrupto ou o eleitor
corrupto? A resposta acima não é tão difícil quanto aquela pergunta:
quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Quem nasceu primeiro foi o
eleitor corrupto, pois é ele quem mantém a cadeia da safadeza. Isto me
faz recordar um ditado popular, que se encaixa perfeitamente neste
contexto: “sem o intrujão, não existe o ladrão”! O político comprador de
votos, é considerado como águia numa eleição, pois possui a sagacidade,
a esperteza e a presteza de fazer do eleitor uma mercadoria barata. Já o
eleitor é como um jumento que não pensa nas consequência do que faz, ou
deixa de fazer, embora seja quem acaba carregando nos ombros, o peso do
resultado desastroso de votar errado. O eleitor quer vender o voto,
quer levar vantagem e quando encontra um candidato sério e que só tem
idéias e compromisso a oferecer, rejeita. Ao rejeitar assina a própria
sentença e recebe como prêmio 20, 50, ou 100 reais no lugar de um
mandato a serviço da melhoria coletiva. E ainda existem aqueles que são
trapaceados nesse negócio de venda de voto. E quem acaba ludibriado por
promessas de empregos e favores, que nunca são cumpridas. Assim, o
político vigarista se faz de águia, para fazer do eleitor um jumento. No
Brasil é assim, eleitor que não vale um tostão e político espertalhão
são sócios da mesma causa, mas só um sai no lucro e este não é o
eleitor… e nem a sociedade. (Val cabral)

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