12 de outubro de 2018

Bahia – Saiba tudo sobre nova praga que ameaça o cacau baiano

Pesquisadores do Ministério da
Agricultura, da Ceplac e alguns estrangeiros seguem estudando
intensamente a monilíase, nova praga que ameaça seriamente os produtores
de cacau da Bahia, que não faz muito tempo conseguiram ficar livres de
outra grande praga, a vassourinha de bruxa.
Nos próximos dias, de acordo
com informações do programa Bahia Rural, a Ceplac estará lançando uma
cartinha orientando os produtores como prevenir a doença. Segundo a Ceplac, a monilíase é causada
pelo fungo Moniliophthora roreri, que infecta os frutos do cacaueiro em
qualquer estado de desenvolvimento, principalmente aqueles com até 90
dias. “O patógeno não ataca a parte aérea da planta como acontece com a
vassoura-de-bruxa, mas seus danos econômicos variam entre países e
regiões onde existe, já que fatores climáticos favorecem sua dispersão
nas regiões mais quentes e úmidas, quando completa o ciclo com rapidez.
Um fruto infectado pode produzir sete bilhões de esporos. O vento é o
principal vetor de disseminação.” Os pesquisadores indicam que o fungo
Moniliophthora roreri já está presente na Colômbia, Equador, Peru e
Venezuela, além de países da América Central, e surge como ameaça de
introdução da doença no Brasil. O risco de disseminação é grande, pois,
como são esporos, podem ser trazidos até mesmo presos em roupas,
calçados ou mesmo na pele de pessoas que tenha tido contato com
cacaueiros infectados.
Lesão no fruto

A monilíase tem traços semelhantes à
vassoura-de-bruxa: ambas são causadas por fungos e apresentam, no
estágio inicial, lesões escuras na superfície do fruto, que depois
evoluem para manchas esbranquiçadas e deixam o cacau ressecado, duro e
pesado. Para ser identificada com exatidão, é necessário fazer um corte
na superfície do fruto e aguardar cerca de três dias, quando o fungo
causador sairá através do corte e, então, será possível ser analisado em
laboratório.