Brasil - Senado decreta hoje fim de era petista com impeachment de Dilma "Sessão começa a partir das 9 horas"


Com o afastamento de Dilma Rousseff, que deve ocorrer após a votação prevista para a noite desta quarta-feira (11) no Senado, a gestão petista iniciada em 2002 com a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será interrompida. Diversos erros de Dilma, tanto no campo político como no campo econômico, contribuíram para a situação.  A falta de jogo de cintura da presidente para lidar com políticos fez com que tanto deputados como senadores, pouco a pouco, abandonassem a base aliada.  A má relação com o Congresso impediu também que Dilma conseguisse realizar o ajuste fiscal para corrigir os erros de sua política econômica. O desemprego e a inflação ampliaram nas ruas o número de pessoas contrárias ao seu gov

erno, que começou com boa aprovação e chegou recentemente a rejeição recorde. 

Confira, a seguir, os sete erros de Dilma que contribuíram para que os parlamentares se mostrassem dispostos a afastá-la.



Mexer em benefícios trabalhistas 


Em 29 de dezembro de 2014, a presidente anunciou mudança nas regras para concessão do seguro-desemprego, abono salarial, auxílio doença e pensão por morte. O objetivo é economizar R$ 18 bilhões. A decisão, tornada pública a três dias da posse, gerou grande mal-estar entre os apoiadores de Dilma, já que a petista havia prometido, durante a campanha, que não mexeria em benefícios trabalhistas “nem que a vaca tussa”. Isso, aliado a uma contenção de gastos com programas como o Minha Casa Minha Vida, Fies e Pronatec, fez com que muitas pessoas que apoiavam a presidente antes da eleição deixassem de apoiá-la antes mesmo do início do segundo mandato.



Má relação com o Congresso   


Desde o início de seu segundo mandato, a relação de Dilma com o Congresso foi tensa. Sua maior derrota ocorreu em 1º de fevereiro de 2015, quando a Câmara elegeu Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como presidente da Casa. Cunha se mostrou um dos maiores adversários de Dilma, sobretudo depois de o PT decidir votar a favor de sua cassação no Conselho de Ética. Mas a falta de jogo de cintura levou a presidente a ter problemas com sua própria base, contrária a medidas do ajuste fiscal.


Equipe econômica fora de sintonia


A relação entre Joaquim Levy, que assumiu o Ministério da Fazenda no início do segundo mandato, e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, não foi das melhores. Os dois divergem sobre diversas questões, a ponto de Levy deixar de comparecer no anúncio dos cortes orçamentários em maio de 2015. A desculpa oficial era que Levy estava gripado, mas nos bastidores falou-se que, na verdade, ele estava contrariado com o tamanho do corte, abaixo dos R$ 70 bilhões. A situação levaria o titular da fazenda a deixar a pasta, sendo substituído justamente por Barbosa


Política de juros altos 


Após a reeleição, a gestão Dilma iniciou uma tendência de aumento dos juros o que sufocou a capacidade da população de conseguir crédito. Três dias depois da reeleição, o Banco Central elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual para 11,25%. Desde abril, o órgão não elevava os juros. A decisão surpreende por Dilma ter associado, durante a campanha, a proposta de independência do Banco Central, defendida por seus adversários, Aécio Neves e Marina Silva, aos juros altos. Durante o segundo mandato Dilma, o BC manterá os juros altos, chegando, a partir de julho de 2015, a 14,25%.


Perda de controle sobre as contas públicas e pedaladas fiscais 


A presidente iniciou seu segundo mandato anunciando o primeiro rombo nas contas públicas desde 1997. Em 2014, as despesas do governo superaram as receitas em R$ 17,2 bilhões, enquanto o PIB avançou apenas 0,1%. Em 2015, o déficit nas contas saltou para R$ 115 bilhões e o PIB caiu 3,8%. A tentativa de esconder os maus resultados deu origem às chamadas pedaladas fiscais. A manobra acabou sendo um dos motivos que levaram os advogados Miguel Reale Júnior, Hélio Bicudo e Janaína Paschoal a pedirem o impeachment da presidente.


Perda de controle sobre a geração de emprego 


O desemprego, que cresceu durante o segundo mandato de Dilma, foi outro fator que desgastou a presidente. Em 2014, o País fechou o ano com o pior saldo de geração de empregos do governo petista. Durante o ano, foram criadas 396,9 mil novas vagas com carteira assinada. No ano seguinte, a situação se deteriorou ainda mais e número de desempregados começou a crescer. No fim do ano, 1,54 milhões de vagas tinham se fechado no País. Neste ano, número de desempregados chegou a 11 milhões.


Tentar salvar Lula das ações do juiz Sérgio Moro 


A tentativa de tirar as decisões sobre investigações envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva das mãos do juiz Sérgio Moro, nomeando o ex-presidente como ministro-chefe da Casa Civil saiu pela culatra. Gravação de conversa telefônica entre Dilma e Lula provocou forte reação popular, aumentando o desgaste da presidente.


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